O homem que abriu mão do Prêmio Nobel para salvar vidas.

 

O Servo de Deus Jérôme Lejeune era o candidato favorito ao Prêmio Nobel de Medicina pela sua descoberta, aos 33 anos de idade (1959), da causa da Síndrome de Down, a trissomia 21. Com este achado, Jérôme passou a ser considerado um dos pais da Genética moderna.

Abaixo, segue trecho do livro “Poder Global e Religião Universal” do Mons. Sanahuja (pg. 266) retirado do livro do Cardeal Fiorenzo “A Figura Moral e Espiritual do Prof. Jérôme Lejeune”.

Em 1962 foi designado como perito em Genética Humana pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 1964 foi nomeado Diretor do Centro Nacional de Investigações Científicas da França. No mesmo ano é criada para ele, na Faculdade de Medicina da Sorbone, a primeira cadeira de Genética Fundamental.

Aplaudido e louvado pelos grandes do mundo, deixa de sê-lo quando em 1970 se opõe tenazmente ao projeto de lei de aborto eugenésico. Lejeune comabteu o malminorismo que infectou os católicos na França; estes supunham que, cedendo no aborto eugenésico, freariam as pretensões abortistas e evitariam uma legislação mais permissiva. Os argumentos de Lejeune foram muito claros: o aborto é sempre um assassinato; quem está doente nem por isso merece a morte; longe de frear males maiores, o aborto eugenésico abre as portas para a liberalização total desse crime. Sua postura lhe valeu uma real perseguição eclesial que se somou à perseguição civil, acentuada por sua defesa da criança não nascida no seio das Nações Unidas.

Em 1970, participou de uma reunião da OMS em que se tratava de justificar a legalização do aborto para evitar os abortos clandestinos. Foi neste momento que, referindo-se à Organização Mundial da Saúde, disse: “Eis uma instituição para a saúde que se transformou em uma instituição para a morte”. Nessa mesma tarde escreveu à sua mulher e à sua filha dizendo: “Hoje perdi meu Prêmio Nobel”. Em nenhum momento escutou os prudentes que o aconselhavam  a calar-se para chegar mais alto e assim pode influir mais.

João Paulo II, em carta ao Cardeal Jean-Marie Laustinger, então arcebispo de Paris, por ocasião da morte de Lejeune, dizia: “Em sua condição de cientista e biólogo, era um apaixonado pela vida. Chegou a ser o maior defensor da vida, especialmente da vida dos por nascer, tão ameaçada na sociedade contemporânea, de modo que se pode pensar que é uma ameaça programada. Lejeune assumiu plenamente a particular responsabilidade do cientista, disposto a ser sinal de contradição, sem se importar com as pressões da sociedade permissiva e com o ostracsmo que era vítima”.

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